Categories
Bom Saber Curiosidades

Cerveja: uma amiga para toda a vida

Você mulher, entre 18 e 99 anos, já pode dar adeus às desculpas esfarrapadas que vinha dando aos outros – e principalmente a si mesma – na hora de tomar uma cerveja gelada. Segundo a publicação “Benefícios do consumo moderado de cerveja nas diferentes etapas da vida da mulher”, divulgada em junho de 2015 por médicos da Faculdade de Medicina da Universidade Autônoma de Madri e do Hospital Universitário Puerta de Hierro, na Espanha, a bebida pode trazer inúmeros benefícios à saúde da mulher, durante todas as etapas de sua vida adulta.

O texto oferece referências de outros estudos médicos e esmiúça o efeito de um consumo moderado de cerveja durante cinco etapas na vida de uma mulher, são elas: “gravidez e gestação”, “gestação e lactância”, “menopausa e envelhecimento”, “osteoporose” e “enfermidades neurodegenerativas”. Para cada etapa, observa-se uma correlação positiva no consumo moderado e a diminuição de efeitos indesejáveis, decorrentes de processos naturais do corpo.

A premissa de que a cerveja é uma bebida natural com baixa graduação alcoólica, sem gorduras e com uma quantidade importante de hidratos de carbono, vitaminas e proteínas, ajuda a entender – através de uma linguagem coloquial – sua relação, por exemplo, com a prevenção de patologias associadas à baixa de estrógenos durante a menopausa, ou como a osteoporose pode ser combatida com a maior ingestão de silício, presente na bebida, além do cálcio e da vitamina D, fundamentais para a formação de ossos mais fortes e saudáveis.

O estudo traz um resumo daquilo que se tem observado durante os últimos anos em relação à cerveja, relembrando sempre que se trata de um consumo moderado, consciente. Por isso, se alguém vier perguntar alguma coisa, com o dedo em riste e apontando para o seu copo, você já sabe a quem recorrer: esta cerveja aqui? Palavra de médico.

Com informações de: Aulamedica.es

Categories
Bom de Fazer Doces e Sobremesas

Churros de Cerveja

Se por acaso você era criança nos idos 1990, o doce – e assunto de hoje – trazia, invariavelmente, uma associação à famigerada série de televisão mexicana, cujo protagonista anti-herói era conhecido como Chaves. Além do inalcançável sanduíche de presunto, a principal regalia que deixava muitos de nós, pequenos sonhadores, com água na boca eram os tais dos churros. Mas o que são churros, afinal? De onde eles vêm?

Segundo o portal independente The Prisma, essa aventura gastronômica teve início no século 16 quando os portugueses embarcaram em terras chinesas. Foi lá, do outro lado do mundo, que os lusitanos ouviram e provaram o “youtiao” pela primeira vez – tiras de massa frita consumidas pela classe trabalhadora chinesa no café da manhã. Ainda, de acordo com o mesmo portal, “youtiao” significava “demônio frito em óleo”, e era servido em pares, numa pequena “homenagem” a duas figuras da dinastia Song que haviam matado um general importante da época.

Da China para Portugal, de Portugal para Espanha e da Espanha para a América Latina foi um pulo – ou melhor, um navio. Aqui no Ocidente, a massa passou de uma comida popular salgada a ser uma sobremesa real. Na época, o chocolate era um produto caro e símbolo de status que, somado ao novo formato em estrela, era o prato-ostentação da época.

Atração obrigatória dos parques de diversão e feiras nacionais, embora a tradicional versão chinesa do churro salgado ainda sobreviva em algumas partes do mundo, no Brasil o chocolate acabou ganhando um novo concorrente como um dos seus recheios principais, cedendo boa parte do espaço para o delicioso doce de leite.

  Mais abaixo, juntamos o melhor dos mundos, do sonho infantil ao sonho adulto, num churro clássico de chocolate à base de cerveja. Bom proveito!

 

Churros de Cerveja e Chocolate

Ingredientes

Massa:

  • 250ml cerveja de trigo
  • 50g manteiga
  • 165g farinha de trigo (1 xícara)
  • 1 pitada de sal
  • Óleo para fritar
  • Açúcar e canela para empanar

Cobertura:

  • 200g chocolate meio amargo
  • 75g creme de leite fresco
  • 50ml leite
  • 1 colher de chá de curry
  • ½ pimenta dedo de moça

 

Modo de Preparo

  1. Coloque a cerveja em uma panela em fogo médio até que ela reduza para aproximadamente 200ml. 
  2. Adicione o sal e a manteiga até que esteja totalmente derretida.
  3. Junte a farinha toda de uma vez, desligue o fogo e mexa até homogeneizar.
  4. Coloque a massa em um saco de confeitar com ponta de “estrela” e deixe resfriar na geladeira ou congelador, enquanto prepara a cobertura.
  5. Para a cobertura, junte o leite, creme de leite, curry, pimenta e leve ao fogo até levantar fervura. Curry e pimenta a gosto.
  6. Pique o chocolate em pedaços pequenos. Despeje os líquidos através de uma peneira sobre o chocolate e mexa até homogeneizar. Mantenha aquecido.
  7. Aqueça o óleo para fritar os churros.
  8. Para cortar a massa você pode usar uma tesoura ou a ponta dos dedos.
  9. Ao retirar os churros da fritura, coloque-os em papel toalha para que absorva todo o excesso de óleo e passe na mistura de açúcar e canela.
  10. Arrume os churros em um recipiente alto, ou copo tipo pint.
  11. Sirva com a cobertura de chocolate em recipiente separado. 

 

Fonte da receita: A Perua da Cerveja (contém adaptações)

Com informação de: The Prisma

Categories
Bom Saber Curiosidades

Sede de exercício

Pergunta: quem veio primeiro – a sede de cerveja após o exercício ou a sede de exercício após algumas cervejas? Resposta: não se sabe exatamente quem veio primeiro, mas uma coisa é certa, quanto mais cerveja mais exercício. Nas palavras de Michael French, Ph.D. em Economia pela Boston College e professor de Economia da Saúde na Universidade de Miami (EUA), “usuários de álcool não apenas se exercitam mais que os abstêmios, como também se exercitam mais conforme bebem mais”.

Ele e sua equipe analisaram os dados de mais de 230.000 americanos, coletados pelo telefone durante o período de um ano. Descobriu-se que, entre as mulheres, aquelas que bebiam realizaram, em média, 7.2 minutos a mais de exercícios semanais em relação àquelas que não bebiam. Com relação à quantidade de bebida ingerida, outra surpresa: bebedores leves, moderados e intensos se exercitaram, respectivamente, 5.7, 10.1 e 19.9 minutos a mais por semana. Resultados similares foram observados para o sexo masculino. 

Segundo o próprio fundador do estudo, Micheal French: “existe uma forte associação em todos os níveis de consumo alcoólico e atividade física, seja ela moderada ou vigorosa. Entretanto, estes resultados não sugerem que as pessoas devam utilizar o álcool para aumentar seus programas de treinamento, uma vez que este estudo não foi feito para determinar se o consumo de álcool aumenta a quantidade de exercícios realizados”.

Beber com responsabilidade e praticar atividades físicas regularmente é o segredo para se viver mais e melhor. Em outras palavras, ser saudável é também ser – pelo menos um pouco – feliz.

Com informação de: Science Daily e Universidade de Miami.

Categories
Bom Saber

São Paulo recebe a segunda edição do Mondial de la Bière

De 30 de maio a 2 de junho a cidade de São Paulo recebeu a segunda edição do Mondial de la Bière, festival internacional de cervejas artesanais que reúne fabricantes, distribuidores e importadores. Sucesso idealizado no Canadá há 25 anos, o Mondial de la Bière acontece desde 2013 no Brasil, mais especificamente no Rio de Janeiro. No ano passado, a capital paulista também ganhou uma edição do evento, repetindo a realização em 2019 com sucesso.

Na edição paulistana participaram mais de 80 cervejarias e 600 rótulos. Novos sabores e inovações tecnológicas se destacaram, e o estilo Sour, as cervejas ácidas e os envelhecidos em barris de destilados foram os mais procurados pelo público.

Já os fabricantes participaram da MBeer Contest Brazil, competição das melhores cervejas expostas. Um júri composto por profissionais nacionais e internacionais fizeram provas às cegas, sem qualquer informação sobre os rótulos concorrentes. A Brassaria Ampolis, cervejaria que homenageia o humorista Mussum, fundada pelo filho do humorista, Sandro Gomes, e pelo publicitário Diogo Mello, foi uma das premiadas com a cerveja Ditriguis, vencedora da medalha de ouro. Ela é uma witbier de trigo, com zest de laranjas e um toque de pimenta-da-Jamaica.

As noites do Mondial de la Bière foram animadas por shows de diversos estilos musicais. Uma área com 15 food trucks também estava à disposição do público. Outro destaque foi o Mondial Arena, área com bate-papos sobre o mercado cervejeiro. Entre as conversas realizadas nos quatro dias de evento, o engenheiro agrônomo Guilherme Francarolli falou com o público sobre o conceito das cervejarias artesanais.

Além das centenas de rótulos, os visitantes puderam conhecer produtores na área Mondial Craft Village. Café, gim, queijos, embutidos e outros artigos podiam ser consumidos no evento ou levados para casa, prolongando a experiência. 

No encerramento foi divulgada a foto vencedora do concurso cultural #CERVAPORSP, uma parceria do Mondial de la Bière com o São Paulo City, projeto que divulga os melhores eventos e atividades da capital paulista, com dicas de gastronômicas e culturais. O concurso teve como objetivo mostrar a interação entre a cerveja e a cena urbana a partir da fotografia. Durante o festival, dez fotos selecionadas foram expostas e receberam a votação do público. O clique vencedor foi de Marilsa Bulhões, que captou um pôr do sol acompanhado de uma cerveja artesanal.

Agora o público cervejeiro entra na contagem regressiva para a sétima edição carioca do Mondial de la Bière, que acontece entre 4 e 8 de setembro, no Pier Mauá. 

Confira as fotos: bit.ly/2J8RKKP

Créditos nas fotos: Divulgação Mondial de La Bière / Documennta Comunicação

Categories
Aves Bom de Fazer

Aprenda a fazer confit de pato ao molho de laranja e cerveja

Se você já experimentou combinações clássicas, como cordeiro com hortelã, filé ao molho madeira e peixe à hollandaise, sabe que, às vezes, parece que o molho foi feito especialmente para aquele prato.

Categories
Bom de copo Histórias da Cerveja

Oatmeal Stout: A Cerveja de Aveia

Quando se pensa em aveia, a primeira imagem que provavelmente lhe vem à cabeça é de um café da manhã completo, com frutas e iogurte. Hoje, no caso, a história é um pouco diferente, pois iremos comentar sobre a Oatmeal Stout – a cerveja inglesa que contém aveia.

De acordo com os dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), só em 2016 foram produzidas 23 milhões de toneladas de aveia no mundo todo, sendo mais de um terço (35%) dessa produção sob responsabilidade da União Europeia apenas. Antes de ser elevada à categoria dos superalimentos saudáveis e nutritivos, destes que ajudam a diminuir os níveis do colesterol ruim e reduzir a chance de doenças no coração, a aveia já era, fazia milênios, um cereal presente na mesa dos europeus e asiáticos. Abundante, relativamente barata e polivalente, este cereal funciona como uma carta coringa: alimenta os animais domesticáveis e seres humanos, além de poder ser um ingrediente presente na cerveja.

Durante a Idade Média não havia regra. A aveia podia representar 30% ou mais dos ingredientes na confecção de uma cerveja, o que reduzia seu custo de produção e dava à cerveja um aspecto mais pastoso, uma espécie de mingau alcoólico. Tal número foi caindo ao longo dos anos até chegar a quantidades risíveis, representando menos de 1% dos ingredientes no início do século XX.

Apesar de ser uma cerveja Stout, o que nos levaria a associar diretamente a uma clássica cerveja Guinness, de cor muito escura, as Oatmeal Stout são um pouco mais claras que as demais e possuem um corpo mais aveludado, com um teor alcoólico, em geral, um pouco mais forte do que uma correspondente Dry Stout, por exemplo – aquelas na casa dos 4,2% a 5,9% ABV, esta na casa dos 4% a 5% ABV, em média.

Segundo o renomado portal Beer Judge Certification Program, as Oatmeal Stout possuem um aroma de “grãos tostados leves, em geral, com um caráter de café. Um dulçor maltado pode dar uma impressão de café e creme. O frutado deve ser baixo a médio-alto”, cujo sabor é corresponde ao aroma e a aveia adicionada pode oferecer “um sabor de noz, de grãos ou de terroso” e “mais corpo e complexidade” à bebida, dependendo da quantidade deste cereal usado.

   Com ingredientes saudáveis, um sabor inconfundível e uma potência alcoólica de fazer qualquer um passar pelo inverno numa boa, dê uma chance à Oatmeal Stout: você não vai se arrepender.

Com informação de BJCP, Clube do Malte, Hominilúpulo, Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura e Wikipédia

 

Categories
Bom Saber Curiosidades

Como a cerveja ajudou a criar um país

Reinos distantes, muita guerra, traição e a ambição de conquistar o poder acima de tudo: esta história poderia até ser uma temporada da série Game of Thrones, com uma única diferença que, ao invés de dragões, os mestres da República das Sete Províncias Unidas dos Países Baixos utilizaram cerveja para conquistar a sua independência.

 O ano era 1568, naquela época os territórios da atual Holanda, Bélgica e Luxemburgo pertenciam ao Império Espanhol e eram comandados pelo Rei Felipe II, oriundo da mais alta casta familiar europeia, a Casa de Habsburgo. Entre outras diferenças importantes, o rei espanhol era católico enquanto os habitantes dos Países Baixos eram protestantes. Para além disso, os territórios ocupados pelos espanhóis reclamavam da alta cobrança de impostos do Sul, o que gerou naquele ano uma revolta das províncias do Norte contra o rei católico.

O que parecia ser uma causa ganha, na disputa do então maior império do planeta contra algumas poucas províncias protestantes no norte da Europa, acabou se tornando uma guerra que perduraria quase um século, conhecida como a Guerra dos 80 Anos. Entre muitas idas e vindas, alianças entre as províncias do norte que desencadearam na independência da atual Holanda e posterior formação da Bélgica, os pequenos países do Norte contaram com dois fatores muito importantes para ganhar essa batalha contra o grandioso Império Espanhol: a ajuda dos reinos da Inglaterra, Escócia e França e… a cerveja!

Segundo os pesquisadores da Universidade de Leuven (Bélgica), em seu estudo “Como a cerveja ajudou a criar a Bélgica (e a Holanda): a contribuição dos impostos em cerveja para o financiamento bélico durante a Revolta Holandesa”, a Espanha havia subestimado a capacidade de resiliência dos povos protestantes, especialmente enquanto o próprio reino espanhol tinha dificuldades em pagar suas tropas em combate. Vamos por partes.

De acordo com a publicação acima, o reino da Espanha arrecadava uma quinta parte (20%) de toda a extração de prata da América, o que lhe conferia, a priori, fundos muitos superiores a dos Países Baixos. No entanto, a região onde hoje se encontra a Bélgica e a Holanda taxavam em 19% toda a produção  e consumo de cerveja local. Para se ter uma ideia, esta tática de mestre equivaleu a quase um terço de tudo o que a Espanha arrecadou em prata no mesmo período durante a Guerra dos 80 Anos. Enquanto uns ganhavam com a prata, outros ganhavam com a cerveja.

Na época, tomar cerveja não era apenas um luxo, era também questão de saúde pública. Por conta da fermentação e do lúpulo que ajudam a matar os microrganismos presentes na água, e sem um sistema de saneamento básico como temos hoje em dia, a vida na Europa no século 16 girava bastante ao redor do álcool caso você não quisesse adoecer. Desta maneira engenhosa, o governo holandês conseguiu arrecadar fundos suficientes, manter-se na disputa e dar a volta por cima do Império Espanhol em 1648, com a assinatura do Tratado de Münster.

 Com o tratado de paz, a Holanda se tornou um país independente da Espanha e os territórios do sul, tal qual foram divididos na assinatura do acordo, posteriormente se tornaram a Bélgica e Luxemburgo. Embora não diretamente, a cerveja acabou criando duas nações no planeta que, não à toa, hoje se orgulham de suas produções locais, sendo referência deste tipo de bebida no mundo todo.

Com informação de: “How beer created Belgium (and the Netherlands): the contribution of beer taxes to war finance during the Dutch Revolt” (Artigo publicado por Koen Deconinck, Eline Poelmans & Johan Swinnen no portal Taylor & Francis Online); The Conversation e Wikipédia

Categories
Bom de Fazer Doces e Sobremesas

É biscoito ou é bolacha?

Vamos combinar que o assunto é espinhoso e de difícil negociação. Mais polarizado que uma final Fla-Flu, que os eleitores brasileiros num dia de votação, que um jantar em família na casa da sua tia-avó: quando se trata de “biscoito” ou “bolacha”, o país racha ao meio e jura de pés juntos que cada qual está mais certo do que o outro.

De acordo com Sueli Carrasco em texto publicado à Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), foram os gregos que tiveram a brilhante ideia de juntar o mel, o leite e a canela à receita clássica de pão, elaborada por escravos, numa tradição que passava de pai para filho. Ainda, segundo a autora, tanto os romanos quanto os árabes contribuíram com a popularização desse alimento ao introduzirem novas técnicas de fornada e adição de especiarias que vinham do Oriente à Europa.

O “boom” do biscoito aconteceu por volta do século 17, quando a Inglaterra – na época a maior produtora de bolacha do planeta – expandiu seus mercados à América e trouxe aos Estados Unidos a iguaria inglesa à mesa. Na época, o produto recebia o nome francês “biscuit”, que por sua vez vinha do latim (“bis coctus”) que significa literalmente “cozido duas vezes” – o que garantia que o alimento não estragasse tão facilmente. Já a palavra bolacha, também de origem latina, surge com a junção de “bulla” (objeto esférico) e o sufixo “acha” (pequeno), ou seja, “objeto esférico pequeno”.

   Conforme os últimos dados publicados pela Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (ABIMAPI), o Brasil produziu nada mais nada menos do que 1 milhão e 157 mil toneladas de biscoito no ano passado, sendo o quarto maior produtor do planeta, atrás apenas da China, Estados Unidos e Índia.

Embora o registro e o uso popular da palavra “biscoito” seja mais antigo que o da palavra “bolacha” em território brasileiro, ambos os termos são considerados sinônimos a nível legislativo. Segundo matéria publicada no portal Superinteressante, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária que regula o produto considera ambas as palavras sinônimas.

Numa divertida e informal enquete realizada com mais de oito mil pessoas pelo portal acima mencionado, concluiu-se que enquanto os habitantes dos estados do Sul, Centro-Oeste, Amazonas, Rondônia, Roraima, São Paulo e Tocantins preferem se deliciar com um biscoito, os demais estados do Norte, Nordeste e Sudeste tendem a comer bolacha no seu dia a dia.

Qual dos dois está correto? Você decide. Uma coisa é certa: depois de fazer a receita super fácil abaixo, o assunto da mesa vai ser unânime, a sua sobremesa estará uma delícia.

 

Biscoito / Bolacha de Cerveja

Ingredientes

  • 250 g de margarina ou manteiga
  • 500 g de farinha de trigo
  • ½ copo de cerveja clara

Modo de Preparo

  1. Amassar tudo e fazer rosquinhas.
  2. Passar no açúcar cristal e colocar para assar em forma untada com óleo.

 

Com informações de: Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados; Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e Superinteressante

Fonte da receita: Tudo Gostoso

Categories
Bom de copo Estilos de Cerveja

Cerveja Witbier: saiba tudo sobre esse estilo de bebidas

Com o “boom” das cervejarias artesanais no século 20, alguns estilos da bebida acabaram caindo no gosto dos consumidores. Entre eles, estão as cervejas Witbier, que costumam ser frutadas e refrescantes.

Categories
Bom Saber Curiosidades

A Cervejaria Mais Antiga do Mundo – Parte 2

No mês passado, nós comentamos sobre a cervejaria mais antiga do mundo em atividade, com impressionantes 1.200 anos de funcionamento no sul da Alemanha, no antigo mosteiro de Weihenstephan. Hoje, trazemos a cervejaria mais antiga do planeta que se tem conhecimento, cuja idade, além de arrepiar, traz profundas descobertas sobre a dieta do Homem e sua relação com a agricultura.
Uma equipe de arqueólogos da prestigiada universidade norte-americana de Stanford, liderada pela pesquisadora chinesa Li Liu, encontrou em setembro do ano passado o “registro mais antigo de confecção de bebida alcóolica” que se tem conhecimento numa caverna em Israel – a produção, segundo a equipe, data os mirabolantes 13 mil anos de idade.
A caverna de Rakefet, lar dos antigos povos natufianos, onde hoje se localiza a região de Haifa, reabre a discussão que sempre permeou o meio acadêmico sobre o consumo de bebidas alcóolicas: aparentemente a cerveja não é um resultado da sobra da produção agrícola, mas um item tão antigo quanto o próprio pão. Nas palavras da pesquisadora: “esta descoberta indica que a produção etílica não era necessariamente o resultado de um excedente agrícola, mas era feito para propósitos ritualísticos e de necessidades espirituais, o que, de certo modo, é anterior à agricultura”.
Curiosamente, o grupo de arqueólogos não estava em busca de tal novidade, foi por acaso que encontraram essa fascinante descoberta. O objetivo inicial da pesquisa era compreender a dieta dos povos epipaleolíticos, daqueles homens e mulheres que viveram logo após o fim da Era do Gelo. Ao longo das análises das rochas, foram encontrados traços de produção alcóolica a partir de cereais como o trigo e a cevada.
Com as evidências encontradas no local, os pesquisadores puderam reconstituir o que seria a cerveja daquela época, o que também indica, além do aspecto, uma bebida com outros tipos ingredientes e de teor menos alcoólico. Diferentemente da cerveja que estamos acostumados a beber hoje em dia, com um líquido fino e filtrado, o processo trifásico e sem filtragem desta protocerveja resultava numa espécie de mingau alcóolico.
Segundo Jianjing Wang, doutoranda do Departamento de Línguas e Culturas Orientais da Universidade de Stanford e coautora do estudo, o fato desses achados terem sido descobertos no cemitério local indica não só a importância que a cerveja tinha para o antigo povo natufiano em seu dia a dia, como indica o elo entre que estes caçadores possuíam com seus ancestrais. Nas palavras da autora: “a confecção de cerveja era parte integral dos rituais e das festividades – mecanismos sociais regulatórios em sociedades hierárquicas”.
Uma conexão divina, um mecanismo de calibragem social e um motivo para festa: que a cerveja continue viva por mais 13 mil anos.

Com informação de: BBC, Science Direct e Stanford News